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Marco Antônio Mendes Soares
Comentário · há 3 anos
Quem sustenta a intervenção militar na atualidade, ou é burro ou é retardado.
De fato, para se posicionar a favor desse tipo de intervenção, o sujeito deve possuir nenhum conhecimento sobre História e, especialmente, História do Brasil.

Não pensem que eu sou um desses "comunistinhas" salafrários que erguem uma bandeira vermelha e sequer entendem o porquê de estarem fazendo isso.

Na verdade, se buscarmos a primeira intervenção militar ocorrida em nosso país, foi com o Mal. Deodoro da Fonseca (que em toda cidade do país tem uma rua com o nome dele, e geralmente uma rua importante), que em 1889 derrubou a monarquia e "implantou uma república".
Graças a essa "cagada" deste marechal, poucos anos depois assumiu o poder o "marechal de ferro", conhecido como Floriano Peixoto (também existem muitas ruas no país com seu nome). Floriano Peixoto foi apelidado de marechal de ferro pela sua brutalidade e pouca tolerância.

Consequência dessa primeira intervenção, foi advir a nossa atual república, em que o primeiro presidente civil foi o paulista Prudente de Moraes. Naquela época ainda havia problemas em manutenção do território nacional, guardar os limites de nossa soberania. Então o imbecil do Prudente de Moraes criou uma política de que as aristocracias que mantivessem o controle de seus Estados teriam seu apoio. O que aconteceu foi que os coronéis da extinta Guarda Imperial de dom Pedro II (último monarca, que foi deposto e exilado) tomaram conta de determinados territórios e daí advém a expressão "coronelismo", presente até os dias atuais e em alguns locais do país com maior intensidade.

A política do coronelismo foi e é responsável pelo voto de cabresto, portanto, a democracia nunca existiu, quiçá a república. Portanto, um grande atraso educacional para o país.

Já a segunda intervenção militar veio com o Estado Novo de Getúlio Vargas, em 1937-1945. em tese houveram progressos econômicos e sociais, mas cheio de inconsistências lógicas, como o Brasil ditatorial apoiando os países democráticos na segunda guerra mundial. Portanto, mais um atraso na educação.

Quando digo educação, trata-se de moral, lógica e ética.

A terceira intervenção militar é a de 1964-1983. Essa é a que os comunistinhas adoram falar, especialmente os que não viveram ela.

Eu mesmo não a vivi, mas meus pais, tios e avôs a viveram e eu também busquei conhecê-la através de estudos.
Nessa época, nenhum parente meu foi morto, maltratado, exilado etc. Todos viveram em paz. Meus pais estudaram em escolas públicas e se formaram em universidades públicas, em medicina e odontologia.
Meus avôs eram todos colonos pobres (os quais sofreram na época do Estado Novo, por serem de origem alemã e italiana), pedreiros, carvoeiros e donas de casa. Também não sofreram nenhum abuso.

Meu tio foi presidente do Centro Acadêmico na época da ditadura. Foi interrogado por alguns dias, mas nenhum flagelo lhe foi impelido.

Todavia, agora vem o problema desta última ditadura. Não há como negar que houve redução de direitos e censura. Nenhuma ditadura sobrevive sem isso. Isso seria como afirmar que Hitler não matou judeus e que Stalin não matou muito mais pessoas que os nazistas, especialmente o povo do leste europeu como Ucranianos e Poloneses. A ditadura comunista foi igual ou pior que a nazista. Eles são iguais.

Ditadura não traz nada de bom. Se as pessoas não puderem se manifestar, não haverá dialética e com isto nos manteremos inerte.

A pior consequência da última intervenção militar está ocorrendo hoje.

Uma
constituição federal (1988) prolixa e até mesmo abusiva, por quê pautada nos abusos ocorridos na ditadura anterior. Atraso na educação crítica do povo, o qual é motivado por políticas populistas. Manutenção das políticas populistas criadas por Getúlio Vargas em seu segundo mandato. Corrupção.

Caso não tivesse ocorrido a ditadura de 1964, muito possivelmente as mazelas de corrupção e investigação que estamos passando hoje, já teriam terminado nos anos 90.

Atualmente teríamos uma sociedade mais educada e inteligente, para não dizer muito mais consciente.

Ditaduras são e sempre serão um atraso.

A história explica.

#PAZ
M
Marco Antônio Mendes Soares
Comentário · há 3 anos
Então utilizem os meios legais válidos para alterarem a Lei 9099/95 para que os prazos sejam contados em dias corridos. Em que pese haver o princípio da celeridade, isto, por si só, não pode anular as regras do Código Civil e da própria Lei dos Juizados. Façam lobby junto ao Congresso Nacional e alterem a Lei 9.099/95, até lá prevalece os dias úteis, conforme anotado no artigo.
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